Cansada e faminta, a raposa caminhava
em busca de comida para a fome saciar
Num vinhedo enorme ela viu parreiras
Carregadas de uvas para enfim se fartar
A safra tinha sido generosa
E a gulosa raposa ia se lambuzar
Deliciada com a visão das uvas maduras
Lambeu os beiços com gula
Ficou decepcionada pois as uvas estavam muito altas
A raposa olhava as uvas, incrédula
Diante da impossibilidade de saboreá-las
Saiu cabisbaixa , sentindo-se minúscula
A raposa foi embora sem se fartar
Atrevida desdenhou da fruta
Quem quiser pode levar
Estas uvas são ruins como araruta
Se alguém me desse cachos de uva
Eu iria desprezar. Sou raposa astuta
